Hexa no ventilador
Hexa no ventilador
Meio sem saber o que começar a escrever vou começando. Não sei se daqui sairá um desabafo, um poema, ou qualquer outra coisa. Talvez um protesto.
Olha como é bonita a bandeira do Brasil balançando no alto do mastro: majestosa, imponente, linda mesmo, não por patriotismo “xoxo”, mas realmente por senso de beleza: é linda. Não tem vermelho do sangue, afinal somos um povo pacífico, alegre, sem maldades e de sexualidade aflorada.
Nossa que bom! Aqui o mundo é perfeito...
São Paulo vira praça de guerra, Traficantes dominam Rio de Janeiro, Político é pego com dólares na cueca, Filha mata os pais...
Zombam de nossa inteligência, ou melhor, os inteligentes hoje jogam do outro lado do time, afinal parar o estado paulista não é para qualquer um.
Tráfico no Rio? Ah, o pessoal já dominou, como São Paulo. Pessoas inteligentes...
Politicagem nos remete à cidade de Brasília. Mas não é somente lá que as coisas acontecem. Não mesmo. Mas escrever mais profundamente sobre cada um destes assuntos levaria pelo menos dois textos deste para cada. Como todo bom brasileiro, deixa pra depois...
A inversão de valores hoje se torna uma coisa tão louca que toda e qualquer coisa não me abala mais. Me revolta, mas já não choca... Quantas “Suzanes” têm por aí...
E a bandeira continua lá, balançando ao sabor do vento, e agora se torna até objeto da moda. De quatro em quatro anos as cores de nossa bandeira são vistas em janelas de carro, pingentes, sacolinhas, bandeirolas e até em roupa de cachorros. Estes últimos, pessoalmente, têm meu profundo respeito pela fidelidade.
Mas não reclamo dessa “glamorização” e deste patriotismo puramente futebolístico. Me divirto sim, é verdade, mas reparem que os mundiais de futebol acontecem sempre nos anos que têm as eleições mais importantes para o país, de presidentes e governadores. Acho que essa energia patriótica, este “verde-amarelismo” cego, desenfreado e passional deveria ser dividido com aquele importante evento que geralmente acontece em um domingo do mês de outubro, e não pensarmos que anular nosso direito ou escolher o menos pior baseados em pesquisas anteriormente preparadas, mas sim usar nosso dedo para escolher quem realmente merece, independentemente do que dizem tais pesquisas.
É complicado escrever imparcialmente sobre algo que tanto amo e, apesar de tudo, me orgulho. Como dói ver “Evos” pelo mundo tripudiando sobre nossa nação e “Lulas” que, quando deveria defender energicamente nosso orgulho, abaixa a cabeça para essa situação. Apesar que acredito que há mais mistérios entre o céu e a terra... – aquela frase mesmo! Quanta sujeira, não...
Mas para quem não tinha muito, ou não sabia o que escrever, foi interessante ver quanta coisa saiu da minha cabeça e quanto consegui passar para meus dedos digitarem.
Mas queria mais que isso. Queria dar um berro a todos dessa imundice que emporcalha nosso orgulho ferido de brasileiro passivo. Chega!
Fabiano Garcia Martins


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